terça-feira, 3 de junho de 2008

Carta a De Gaulle

Amigo De Gaulle
Você não falou besteira
Já se passaram muitos anos
E o meu país continua uma grande brincadeira
Ainda prevalece o velho jeito
Você não sabe quem é bandido aprendiz ou suspeito
Continuamos ganhando pouco
E pagando além do normal
A fome consome os homens
E os poucos que come dizem que ta tudo igual
A minha vida continua por um triz
Talvez eu não chegue ao final deste túnel escuro, que é o meu país
Continuo procurando o meu espaço no universo
E nessas minhas andanças
Vou protestando contra aqueles que dizem que eu não presto
Enquanto eu somo e divido
Eles subtraem e multiplicam melhorando suas vidas
E a minha só complica
Ah! A repartição continua sem patrão
E todos vivem a levontê
E quando chego ao balcão
Quem esta do outro lado se recusa a me atender
Mesmo sabendo que eu sou um necessitado
Ele me maltrata e piora o meu estado
E assim é o meu dia a dia
Aonde chego espalho o meu veneno
Tentando combater quem prorroga a minha agonia
Depois saio me perguntado
O que foi que eu fiz
Para ser tão infeliz.

Autor: Moacir Silva

2 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Pai adorei essa poesia...
infelizmente ela fala a verdade sobre o nosso país!!
sei q nem sempre te digo isso, mas te admiro( vê se n fica se achando!!),
pelo seu jeito ser, pelo o q vc escreve
continue sempre assim... inspirado.
bjuxxxxxxxx

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