Um ator e um escritor
Adaptando a uma bela poesia
Um verso que não fora impresso
Pois a censura não permitia
Ao lado vovó com um terço nas mãos
Conversando com Deus
Tentando pavimentar o caminho da salvação
Ao mesmo tempo alinhavava o sobrepor
Já que o tintureiro tinha pressa em colorir
Aquela peça que o tempo desbotou
É a vida que segue o mesmo diapasão
Onde os sentimentos transcendem
As ondas do coração
É a mulher gerando no seu útero
Aquele que será o seu melhor produto
E as borboletas fazendo curvas sinuosas
Os cavalos correm desordenados comemorando a trovoada
As abelhas sugam todo o necta das rosas
O lavrador contente sangra a terra
Com talhos de enxada
É a vida que segue para a estação final
E os homens destruindo tudo com tanta velocidade
Que num futuro bem próximo
Alguém ira perguntar:
Será que existiram homens de verdade?
Pois nada do que foi plantado frutificou
E só restaram fotos desbotadas
De um mundo incolor.
Autor: Moacir Silva
sexta-feira, 6 de junho de 2008
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