Hoje o meu pano de fundo
É um rio de saudades
Ele tem a beleza de um córrego natural
No passado foi navegável
Agora não passa de riacho quase que intransitável
Os naturalistas reclamam, e ninguém os escuta
Mesmo assim eles não dão tréguas
Estão sempre prontos para a luta
Eles entendem que tem reeducar a nossa nação
Ensinar-lhes que podemos progredir sem destruir
O homem que hoje os ignora
É um inconseqüente
Por isto que não se alia a esta gente
E no futuro sentirão saudades de outrora
Mas será tarde, pois a felicidade
Sentiu se desprezada e foi embora
Este rio vai fraquejando
Carrega nas suas poucas águas as lagrimas
De quem com certeza luta incansavelmente
Para manter viva a natureza
E com tristeza vê desaparecer
Levando consigo a sensibilidade
De quem quer manter a biodiversidade
O tempo esta passando
Eu vejo que aos a natureza
Está sendo degradada
Tudo na maior simplicidade
Pelas mãos dos homens insensíveis
E contrários a originalidade.
Minha voz suplica
Pedindo o fim desta agonia
O meu eco se perde no espaço
E cala-se diante dos insanos
Adeptos da tirania.
Autor: Moacir Silva
quinta-feira, 10 de julho de 2008
RIO CUIABÁ [A Ju com carinho e tristeza]
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