Eu li as bulas
Mas não compreendi o que elas diziam
Já que eu sou o dono da outrora
E guardo na minha memória
As minhas loucas profecias
Elas dizem que Galileu
Não tinha hora
Mesmo assim fez história
Ao externar os seus pensamentos
E quando queria precisão
Marcava o tempo
Com o tic-tac do seu coração
Raul também me avisou
Para que eu ficasse sempre atento
E não fosse surpreendido
Eu o ouvi
Mas não segui os teus conselhos
Hoje vivo no relento
Sem saber o que fazer
Para provar deste bolo
Cansei de viver enganado
Pelo tal ouro de tolo
Também não tenho tempo
Pra ver a banda passar
Estou sempre preocupado
Com os inimigos
Que circula do meu lado.
Autor: Moacir Silva
terça-feira, 3 de junho de 2008
Escuridão
Apagaram-se as luzes
E me deixaram na escuridão
Transformaram o amor em ódio
Dentro do meu coração
Ofereceram-me uma cortina de ferro
E eu não me escondi
Pois sabia que por trás daquela falsa proteção
Existia um malvado coração
Disposto a me seguir
E quando me livre da tentação
Olhei pelo buraco da fechadura
E vi lá dentro a sujeira
Nas mãos daquela criatura
Pensei em desistir
Mas não tinha dinheiro
Para convencer Dumont
A me levar para o estrangeiro
Já que eu tinha o colegial
E se fosse condenado
Seria mais um sem direito a prisão especial
Mas o tempo passou
E hoje abertamente
Eu falo daquela situação
Que tanto me magoou
E manchou o meu coração.
Autor: Moacir Silva
E me deixaram na escuridão
Transformaram o amor em ódio
Dentro do meu coração
Ofereceram-me uma cortina de ferro
E eu não me escondi
Pois sabia que por trás daquela falsa proteção
Existia um malvado coração
Disposto a me seguir
E quando me livre da tentação
Olhei pelo buraco da fechadura
E vi lá dentro a sujeira
Nas mãos daquela criatura
Pensei em desistir
Mas não tinha dinheiro
Para convencer Dumont
A me levar para o estrangeiro
Já que eu tinha o colegial
E se fosse condenado
Seria mais um sem direito a prisão especial
Mas o tempo passou
E hoje abertamente
Eu falo daquela situação
Que tanto me magoou
E manchou o meu coração.
Autor: Moacir Silva
Carta a De Gaulle
Amigo De Gaulle
Você não falou besteira
Já se passaram muitos anos
E o meu país continua uma grande brincadeira
Ainda prevalece o velho jeito
Você não sabe quem é bandido aprendiz ou suspeito
Continuamos ganhando pouco
E pagando além do normal
A fome consome os homens
E os poucos que come dizem que ta tudo igual
A minha vida continua por um triz
Talvez eu não chegue ao final deste túnel escuro, que é o meu país
Continuo procurando o meu espaço no universo
E nessas minhas andanças
Vou protestando contra aqueles que dizem que eu não presto
Enquanto eu somo e divido
Eles subtraem e multiplicam melhorando suas vidas
E a minha só complica
Ah! A repartição continua sem patrão
E todos vivem a levontê
E quando chego ao balcão
Quem esta do outro lado se recusa a me atender
Mesmo sabendo que eu sou um necessitado
Ele me maltrata e piora o meu estado
E assim é o meu dia a dia
Aonde chego espalho o meu veneno
Tentando combater quem prorroga a minha agonia
Depois saio me perguntado
O que foi que eu fiz
Para ser tão infeliz.
Autor: Moacir Silva
Você não falou besteira
Já se passaram muitos anos
E o meu país continua uma grande brincadeira
Ainda prevalece o velho jeito
Você não sabe quem é bandido aprendiz ou suspeito
Continuamos ganhando pouco
E pagando além do normal
A fome consome os homens
E os poucos que come dizem que ta tudo igual
A minha vida continua por um triz
Talvez eu não chegue ao final deste túnel escuro, que é o meu país
Continuo procurando o meu espaço no universo
E nessas minhas andanças
Vou protestando contra aqueles que dizem que eu não presto
Enquanto eu somo e divido
Eles subtraem e multiplicam melhorando suas vidas
E a minha só complica
Ah! A repartição continua sem patrão
E todos vivem a levontê
E quando chego ao balcão
Quem esta do outro lado se recusa a me atender
Mesmo sabendo que eu sou um necessitado
Ele me maltrata e piora o meu estado
E assim é o meu dia a dia
Aonde chego espalho o meu veneno
Tentando combater quem prorroga a minha agonia
Depois saio me perguntado
O que foi que eu fiz
Para ser tão infeliz.
Autor: Moacir Silva
Eu Sou Assim
As vezes sou estrela, E brilho sem parar
Em outras me procuro, E não consigo me encontrar
Já faz algum tempo, Que eu me vi no matinal
Quando mamãe me perguntou, Se tava tudo bem:Eu lhe respondi: Repete esta pergunta a semana que vem
E ela percebendo as minhas peripécias
Clama ao pastor, Pra que ele me tire desta vida
Mas ele cobra muito caro, Dizendo que é o dizimo
Eu não pago e ainda sismoMamãe com aquele rosto angelical
Novamente me repele: Filho você não esta normal
Eu respondo que não posso ficar indiferente
Se todos só pensam em lesar agente
E rasgo o meu jornal, Por entender que eleSó tem notícias mentirosas
Vou pra rua e roubo o necta das flores
Que embeleza a praçaE quando as abelhas chegam
Que me vêem todo lambuzado
Percebo que elas não gostam
E me sinto um cão odiado, E sem graça
Mamãe novamente me diz: Filho não age assim
Tu és louco para o mundo
E normal para mim
Mamãe não desespere, Que no dia do julgamento
O pai vai lhe dizer: Traz-me o seu rebento
Que eu vou lhe perdoar
E vamos viver como deveria
Eu passo a ser um poeta divino
E esqueço este mundo de orgia.
Autor: Moacir Silva
Em outras me procuro, E não consigo me encontrar
Já faz algum tempo, Que eu me vi no matinal
Quando mamãe me perguntou, Se tava tudo bem:Eu lhe respondi: Repete esta pergunta a semana que vem
E ela percebendo as minhas peripécias
Clama ao pastor, Pra que ele me tire desta vida
Mas ele cobra muito caro, Dizendo que é o dizimo
Eu não pago e ainda sismoMamãe com aquele rosto angelical
Novamente me repele: Filho você não esta normal
Eu respondo que não posso ficar indiferente
Se todos só pensam em lesar agente
E rasgo o meu jornal, Por entender que eleSó tem notícias mentirosas
Vou pra rua e roubo o necta das flores
Que embeleza a praçaE quando as abelhas chegam
Que me vêem todo lambuzado
Percebo que elas não gostam
E me sinto um cão odiado, E sem graça
Mamãe novamente me diz: Filho não age assim
Tu és louco para o mundo
E normal para mim
Mamãe não desespere, Que no dia do julgamento
O pai vai lhe dizer: Traz-me o seu rebento
Que eu vou lhe perdoar
E vamos viver como deveria
Eu passo a ser um poeta divino
E esqueço este mundo de orgia.
Autor: Moacir Silva
Assinar:
Postagens (Atom)
