Aquele tolo que um dia me inquiriu
Hoje vive no anonimato
Morrendo de vergonha dos seus atos
Já que ele como produtor
Era muito fraco
Produziu filmes de última categoria
E transformou os meus matinais
Em sessão covardia
Ele não entendia que
O universo era um campo aberto
Para quem quisesse decolar
E não permitia que eu entrasse e cena
Dizendo que o sistema
Não tinha como me absolver
E que eu era um louco
Por isto tinha que viver escondido
Para não botar o mundo em perigo
Hoje ele deve estar escondido
Morrendo de vergonha
Ao ver que aqueles
Que viviam ocultamente
Hoje é quem faz a chamada
Enquanto ele
Responde presente
E eu com a minha língua ferina
Através dos meus versos
Aciono a minha guilhotina
Se para viver em liberdade
Tenho que pagar um preço exorbitante
Eu prefiro atar os meus pés
E não ir adiante
E esperar pela mudança dos tempos
E saborear os bons ventos.
Autor: Moacir Silva
quinta-feira, 10 de julho de 2008
RIO CUIABÁ [A Ju com carinho e tristeza]
Hoje o meu pano de fundo
É um rio de saudades
Ele tem a beleza de um córrego natural
No passado foi navegável
Agora não passa de riacho quase que intransitável
Os naturalistas reclamam, e ninguém os escuta
Mesmo assim eles não dão tréguas
Estão sempre prontos para a luta
Eles entendem que tem reeducar a nossa nação
Ensinar-lhes que podemos progredir sem destruir
O homem que hoje os ignora
É um inconseqüente
Por isto que não se alia a esta gente
E no futuro sentirão saudades de outrora
Mas será tarde, pois a felicidade
Sentiu se desprezada e foi embora
Este rio vai fraquejando
Carrega nas suas poucas águas as lagrimas
De quem com certeza luta incansavelmente
Para manter viva a natureza
E com tristeza vê desaparecer
Levando consigo a sensibilidade
De quem quer manter a biodiversidade
O tempo esta passando
Eu vejo que aos a natureza
Está sendo degradada
Tudo na maior simplicidade
Pelas mãos dos homens insensíveis
E contrários a originalidade.
Minha voz suplica
Pedindo o fim desta agonia
O meu eco se perde no espaço
E cala-se diante dos insanos
Adeptos da tirania.
Autor: Moacir Silva
Assinar:
Postagens (Atom)

